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Portela Cultural divulga balanço de 2018

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O Departamento Cultural da Portela realizou um balanço sobre o ano de 2018.

Balanço do Departamento Cultural no contexto da gestão Portela Verdade

Se neste ano de 2018, o caixa zerou totalmente, as novas ideias e a criatividade sobraram, a partir das quais, foi possível superar as dificuldades e estabelecer novos modelos e paradigmas para nós mesmos e, quem sabe?, outros Departamentos e outras escolas.

Uma nova configuração foi implantada no projeto “Portela de Asas Abertas”: procuramos ir além do formato de uma roda de samba tradicional e buscamos incorporar outras linguagens, agregar outras ações e incorporar novos atrativos. Desse modo, o roda se reinventou, manteve seu compromisso com os fundamentos do samba, mas procurou dialogar com outras expressões da matriz afro-brasileira; ampliou a participação da feira de afro-empreendedores e da feira gastronômica; bem como do ingresso solidário, criado em março de 2017 e estendido por todo 2018, recolhendo absorventes para a população feminina encarcerada e alimentos para coletivos atuantes junto às populações em situação de rua, estabelecendo parcerias cidadãs, ao mesmo tempo em que ampliou o acesso da comunidade e de outros públicos do Grande Rio. O Asas Abertas consolidou-se e agregou um novo público à Portela; com os grupos, músicos e cantores convidados, manteve o vínculo com os parceiros de sempre, resgatou alguns e abriu espaços para novos temas e coletivos.

Aliás, parceria pode ser considerada a palavra-chave para definir 2018: se já vínhamos semeando uma rede solidária desde 2013, em 2018, sem os parceiros, não seria possível manter as atividades iniciadas no início da gestão Portela Verdade e, muito menos, renovar os corações e mentes com novos projetos. Foi assim com o curso Técnico de Carnaval, com as exposições, com o Cine Samba Candeia, com o Projeto Consulados da Portela, com o Portela na Universidade e com a implantação do Portela Molhando a Palavra. Bem como com a direção de Carnaval, com a Ala de Compositores, com a Galeria da Velha Guarda, com as Pastoras da Velha Guarda Show, segmentos, com os Departamentos de Marketing, Social, de Cidadania e sempre com a Assessoria de Imprensa e com a Secretaria, Diretoria Financeira e Conselho Fiscal.

Todavia, acreditamos que fazer chegar os valores da cultura do samba e da Portela não pode ficar restrito aos limites da quadra ou do território suburbano: o acolhimento se faz na recepção de escolas, mas, também, ao levarmos um pouco do que sabemos e produzimos na itinerância de vídeos, das exposições, das histórias, das palestras etc: Portela na Lapa, Escolas na Portela, seminários…

Nada, absolutamente nada, surgiu à toa ou por acaso. Todos os bons sucessos e os fracassos – felizmente, ínfimos -, são frutos da idealização, da gestão compartilhada, do planejamento, das dúvidas, dos debates, da orientação, do cuidado, do comprometimento e da persistência, sempre avançando, recuando, analisando, experimentando, com todo o senso de responsabilidade.

Para coroar o encerramento deste ano e de uma luta de mais de 15 anos, recebemos a notícia, no último dia 18/12, da aprovação do Projeto de Lei que cria a Área Especial de Interesse Cultural Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz. Longe de ser apenas uma delimitação geográfica estática, o projeto tem como objetivo preservar os acervos orais e materiais que ainda permanecem no território berço da Portela, cuja interface é o projeto “Memórias dos Portelenses”, série de depoimentos gravados, tratados e disponibilizadas na rede mundial de computadores em nosso site e nas redes sociais. O comércio e a especulação imobiliária avançam sobre a estrada do Portela e ruas adjacentes em direção a Oswaldo Cruz e há que se cuidar para que personagens, logradouros e histórias não caiam no abandono e no esquecimento, como a casa em que morou Paulo da Portela, na rua Carolina Machado, 950, hoje, em ruínas e escondida atrás de muros.

Completando este trabalho de resgate da Portela e dos portelenses, conseguimos recuperar parte significativa do acervo da casa da Dona Dodô no Morro da Providência para compor a futura sala de troféus da Majestade. Para isso, será necessário limpar,recuperar, inventariar, catalogar todas peças da coleção.

Para 2019, mais uma vez, vamos em busca da inovação, tendo como referência o conhecimento, a prática e a expertise acumulados nestes quase seis anos; já estamos em fase de organização de um novo projeto: a Festa Literária da Portela/ FLIPortela, que representa mais um passo na democratização, na inclusão, interação e oferta do conceito de cultura que compreendemos – diversa, plural, cidadã, de paz.

Feliz Ano Novo!

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