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Veja a sinopse da Tom Maior para o próximo carnaval

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“Penso… Logo Existo”

As Interrogações do Nosso Imaginário, na Busca do

Inimaginável

De onde viemos?

No começo era o nada.

“No princípio Deus criou os céus e a terra.”. Assim começa o Gênesis, base das três
principais religiões monoteístas do mundo. E por ser a Terra sem forma e vazia, disse
Deus: “Haja luz”, e houve a luz. Eis a mais famosa explicação do homem ocidental para a
primeira pergunta: “De onde viemos?”. Qual a origem do universo? Em toda parte, em
qualquer cultura, todos os povos se fizeram a mesma questão existencial. E as religiões,
preocupadas em dar alívio aos seus fiéis, esforçavam-se em encontrar suas próprias

respostas.

Adão, Eva, a Serpente e a Maçã. Figuras que povoam nosso imaginário mesmo que a
Bíblia nunca tenha dito expressamente que ‘Maçã’ era o nome da fruta. O que se diz sobre
ela é que aquele era o fruto do conhecimento. Buscaram eles, como Deus, “Ser
conhecedores do bem e do mal”. Adão e Eva também estavam em busca de respostas e,
como castigo, foram expulsos do paraíso em direção a um mundo repleto de muitas

dúvidas.

A ciência, por sua vez, desvenda evidências do surgimento e evolução das espécies,
planetas e o universo. A grande explosão no meio do cosmos, o Big Bang? O homem
evoluindo do macaco, nas teorias de Darwin? Cientistas em busca de novas verdades e

alívio para as almas sedentas de resposta: “De onde viemos?”.

Quem é Deus?
Diferentes civilizações revelam diferentes mitos. Personagens e histórias que ajudam a
entender a existência do homem e o sentido da vida, além de preservar a memória histórica
de cada povo. Muito além da criação do mundo, deuses, semi-deuses e outros seres míticos
nos ajudam a explicar nossas próprias realidades. Seres imortais, mas por vezes falíveis,
com características humanas, como amor, ira, ciúmes, inveja, caridade e traição. Virtudes e

defeitos encontrados em seus panteões.

Para muitos povos, os Deuses eram figuras vívidas, heróis que habitavam o mundo
material e influenciavam os rumos de nossas vidas. Para outros, seres supremos que nos
explicam fatos políticos, econômicos e sociais. Personagens cujos feitos eram transmitidos
principalmente através da tradição oral, explicando nossa relação com o mundo e nossa

condição neste planeta.

Em cada canto do globo a pergunta foi feita, trazendo infinitas respostas. Existe Deus?
Como ele é? Um ou muitos? Seriam todos manifestações de um mesmo ser, moradores de

um Olimpo universal?

Como será o amanhã?
Pensando saber sua origem e a força de seu criador, o homem passa a buscar nos
elementos da natureza a resposta para mais uma dúvida: “Posso prever e controlar meu

destino?”.

Está no imaginário popular um mundo fantástico de possibilidades mágicas para responder
esta pergunta. Fábulas e mitos habitam o mundo das coisas ocultas, os segredos que Deus
guardou na natureza e o homem tenta revelar. Terá Ele nos dado poder através de plantas e
ervas, que se misturam em fórmulas mágicas e poções do amor? Ciganas e cartomantes
buscam nas linhas das mãos e no aleatório do baralho as respostas sobre nosso destino.

Videntes e profetas olham as estrelas para encontrar o futuro.

Aí que surge a lua…
Esplendida e majestosa. Redonda como um disco de prata que o próprio criador arremessa
na limpidez escura e grande no espaço. Seus reflexos influenciam os homens, as marés, a
vida e inspira o amor. Cria em suas fases um fascínio maravilhoso e sem fim. A posição do
astro no céu no momento que nascemos ou na hora em que cortamos o cabelo tem

influência sobre nossas vidas?

Mas não é possível brincar com o destino e sair ileso. O medo do oculto é o custo de tanta
ousadia. Será que o ‘bem’ ou o ‘mal’ não cobrarão o preço dessa insolência?
Também sou o criador?
O homem então passa a questionar todas as suas crenças, todos os seus limites e medos.
Como na frase de René Descartes, “Penso, logo existo”, o homem percebe que a força de
sua evolução está no questionamento. A ciência prospera no confronto com suas próprias

bases, os dogmas de Deus e do homem.

Querendo transformar a realidade, o homem sai em busca da pedra filosofal. Estão
chegando os alquimistas, grandes pensadores que misturam elementos de diversas ciências

para transformar a realidade.

O que diria hoje o grande Leonardo Da Vinci sobre o sonho do homem poder voar? Ou a
inquisição católica sobre o célebre matemático e astrônomo italiano Galileu Galilei?
Albert Einstein e o novo pensamento da “relatividade”, mostrando que as ideias de espaços
e tempos não são conceitos absolutos. São os questionamentos dessas mentes brilhantes
que moveram o mundo e nos trouxeram ao conhecimento contemporâneo.

Existem perguntas sem resposta?
Mas a ciência não trouxe todas as respostas. A cada nova descoberta, outras duas
perguntas surgem. No imaginário do homem, infinitas questões ainda fermentam e
instigam. Fazem o homem seguir se questionando e navegar no seu imaginário em busca
do inimaginável. Imaginar é sonhar acordado. E sonhar é questionar a realidade,

confrontar o que se sabe com o universo do onírico.

O homem ainda se põe a pensar sobre o tempo e o espaço, as medidas de tudo. O mundo
acabará um dia? Estamos sós no universo ou no meio de tantas estrelas, aquelas que
podem apontar nosso destino, vivem outros seres ávidos por nos conhecerem? Seremos
diferentes deles? Aliás, o que nos faz diferentes dos animais e dos nossos primos,
macacos? Somos um amontoado de células, genes? Temos uma alma ou nosso corpo é

tudo o que nos compõe?

E lá, no fundo do baú das perguntas sem resposta, a mais inquietante de todas: “Para onde
vamos”? Haverá uma vida após a morte? Ultrapassada a última fronteira visível, o que nos

espera no além?

Se todas as respostas levam a novas perguntas, a conclusão só pode ser uma: Nunca
acabarão as questões. O homem seguirá, aqui e no além, se questionando e alimentando

sua imaginação. Seguirá na busca do inimaginável.

André Marins
Carnavalesco

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