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Museu de Arte do Rio recebe estreia de documentário sobre primeiro título da Vila Isabel

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“Valeu, Zumbi! O grito forte dos Palmares, Que correu terras, céus e mares, Influenciando a Abolição”. Além de ter dado a vitória à Vila Isabel em 1988, este samba se tornou um dos mais emblemáticos símbolos da luta contra o racismo, no desfile que ficou eternizado na memória como um grito de denúncia contra a desigualdade e aos regimes segregadores, como o apartheid.

Por tudo isso, os 30 anos do samba de autoria de Rodolfo, Jonas e Luiz Carlos da Vila, assim como o desfile com tudo o que ele representou para a Vila Isabel e a população negra, se transformaram em documentário que recebeu incentivo da Prefeitura do Rio (recursos da Secretaria Municipal de Cultura) e apoio para o lançamento oficial hoje dia 5 de maio, no Museu de Arte do Rio (MAR), como parte da exposição sobre os 100 anos do samba (organizada por Nei Lopes), aberta no último sábado, dia 28.

À frente da Coordenadoria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Cultura e também diretor cultural da Vila Isabel, Vinícius Natal explica todo o processo.

“Nos inscrevemos em um edital e o projeto do documentário Kizomba 30 anos recebeu recursos da Prefeitura fundamentais para a conclusão e edição do material que será exibido em algumas escolas municipais, servindo de base para discussões sobre o racismo. E ganhamos espaço na exposição que vai pautar a reafricanização do samba justo a partir do desfile do Kizomba”, diz Vinícius Natal.

O PROJETO – O documentário foi produzido por membros da comunidade de Vila Isabel e participantes da escola de samba, com diversos depoimentos como os de Lícia Caniné, a Ruça, ex-mulher de Martinho da Vila e que presidiu a escola no ano da vitória do enredo “Kizomba, A Festa da Raça”.

KIZOMBA – A palavra Kizomba significa encontro de pessoas que se identificam numa festa de confraternização. Do ritual fazem parte inerentes o canto, a dança, a comida, a bebida, além de conversações em reuniões e palestras que objetivam a meditação sobre problemas comuns.

Serviço:
Museu de Arte do Rio
Endereço: Praça Mauá 5, Centro
Horários das sessões: 15h e 16h
Informações: 3031-2741
Entrada gratuita

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