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Violoncelista VICTOR JULIEN-LAFERRIÈRE faz duas apresentações em SÃO PAULO

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O violoncelista francês Victor Julien-Laferrière, 27 anos, é uma estrela em ascensão na cena internacional. Especialmente agora, depois de ter sido o grande vencedor do Concurso RainhaElisabeth da Bélgica, edição 2017, superando 67 outros competidores do mundo inteiro, representando 22 diferentes nacionalidades.
Nesta que é sua primeira visita ao Brasil,Victor Julien-Laferrière realiza a partir de 26 de Abril turnê brasileira, com sete apresentações em cinco cidades – no quadro ao lado, o roteiro.
A turnê 
se realiza sob coordenação de Cristina Barros-Greindl, brasileira radicada em Bruxelas desde 1987. Representante exclusiva no Brasil do ConcursoRainha Elisabeth da BélgicaCristina é responsável por vários programas culturais de intercâmbio entre Bélgica e Brasil.
Este é o nono ano consecutivo em que ela traz ao Brasil m
úsicos vencedores do concurso
, para apresentações por várias cidades. A turnê 2018 tem direção artística do pianista Fábio Caramuru e produção da Echo Promoções Artísticas.
O patrocínio é das empresasEngiePeróxidos do Brasil e Fundação BNP Paribas.

Ciclos de quatro anos – O Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica é uma das mais importantes competições musicais do mundo. Sua história tem raízes em uma ideia cultivada por longos anos pelo violinista, compositor e regente Eugène Ysaÿe.
A competição só veio a se concretizar em 1937, anos após a morte do músico belga, com a criação do Concours Eugène Ysaÿe – graças ao suporte da Rainha Elisabeth e da corte belga, através da fundação Chapelle Musicale Reine Elisabeth.
Por força da Segunda Guerra Mundial, o concurso não se realizou durante alguns anos. Foi relançado com força máxima em 1950, com o nome Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica.
Desde então é realizado anualmente. Em ciclos de quatro anos alternam-se as competições de violino, piano, voz e, desde 2017, violoncelo. No período de 1953 a 2012, composição foi também uma das categorias da competição.

Hosokawa e Shostakovich – Entre 8 Maio e 3 de Junho de 2017, Victor Julien-Laferrière foi passando sucessivamente pelas várias etapas eliminatórias do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, até chegar à final da competição – naquela que foi a primeira edição dedicada ao violoncelo.
Todos os doze finalistas se apresentaram
na Salle Henry Le Boeuf do Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas, com a Filarmônica de Bruxelas. Atuaram como solistas de “Sublimation”, de Toshio Hosokawa, peça obrigatória, e de um concerto para violoncelo e orquestra, à escolha do competidor.
A apresentação final de Julien-Laferrière – com o “Concerto Nº 1 Op. 107”, de Dmitry Shostakovich –, aconteceu em 3 de Junho, data em que ele foi proclamado o grande vencedor do concurso.
O jovem músico foi aclamado por um júri integrado por grandes estrelas internacionais do violoncelo, entre elas Gautier Capuçon, David Geringas, Natalia Gutman, Mischa Maisky, Pieter Wispelwey e o brasileiro Antonio Meneses.


Solista e camerista – Victor Julien-Laferrièrenasceu em Paris em 1990. Em 2008 completou seus estudos no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris, sob orientação de Roland Pidoux. De 2009 a 2016 realizou estudos de aperfeiçoamento com Heinrich Schiff, na Universidade de Viena, e com Clemens Hagen, no Mozarteum de Salzburgo. Em paralelo, de 2005 a 2011 participou da Academia Internacional de Música da Suíça, de Seiji Ozawa.
        Nos últimos dez anos o violoncelista vem desenvolvendo carreira como solista e como camerista. Tocou com orquestras como a Filarmônica da Rádio da França, a Orquestra de Câmara de Paris, a Filarmônica de Bruxelas, a Orquestra de Câmara de Valônia e a Orquestra Nacional da França.
Na música de câmara Julien-Laferrière é também bastante requisitado, já subiu ao palco ao lado de músicos como 
Renaud Capuçon,Augustin Dumay, Adam Laloum, Jonas Vitaud, Raphaël Sévère, Lise Berthaud e Quatuor Strada, entre outros.
Em 
2009 Victor Julien-Laferrière fundou oTrio Les Esprits, junto com o pianista Adam Laloum e a violinista Mi-Sa Yang – os três são alunos do curso de música de câmara do Conservatório de Paris, na classe de Vladimir Mendelssohn. O trio tem se apresentado com frequência em Paris e em vários festivais europeus, entre eles Sommets Musicaux de Gstaad, Folles Journées de Nantes, Autunno Musicale di Caserta, Festival Mecklenburg-Vorpommern, Festival de Radio France et Montpellier e Festival de Pâques d’Aix-en-Provence.
Trio Les Esprits tem já dois CDs. O primeiro lançado em Janeiro de 2014, dedicado ao Trio Nº 6 de Beethoven e ao Trio Nº 3 de Schumann. O segundo, lançado em 2017, dedicado ao Trio Nº 1 de Brahms e ao Trio “Dumky”, de Dvorák.
Victor Julien-Laferrière tem ainda um CDem duo com Adam Laloum, lançado em 2016, com as Sonatas para violoncelo e piano de Brahms, Franck e Debussy. Participou também de outros discos, com destaque para CD lançado em 2014, no qual interpreta o Trio para clarinete, violoncelo e piano de Brahms junto com Raphaël Sévère e Adam Laloum.

Esses discos têm sido unanimemente aplaudidos pela crítica francesa: receberam oDiapason d’Or da revista Diapason, o Choc da revista Clássica, os “quatro efes” (ffff) da revista Télérama e o Le Choix, da revista France Musique.

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