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Escolas de samba mirins lutam contra a falta de recursos para realizar o carnaval

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 Faltando menos de trinta dias para os desfiles das escolas de samba mirins, espetáculo que acontece na Terça-feira de Carnaval, no dia 13 de fevereiro de 2018 no Sambódromo, encerrando os desfiles no Sambódromo, dirigentes da Associação das Escolas de Samba Mirins e representantes das 16 agremiações que compõem o Grupo Mirim, correm atrás de recursos para darem seguimento na produção do carnaval. O principal fator foi o corte de cinquenta por cento da verba destinada às agremiações, aproximadamente 30 mil reais. Além do corte, a quantia que as agremiações têm direito para a confecção de fantasias e alegorias, ainda não foi repassada pela RioTur. A previsão para o repasse é nesta segunda-feira, 15 de janeiro. Segundo Edson Marinho, presidente da AESM-Rio, em 28 dias o que foi planejado não poderá ser mostrado devido a falta de tempo e dinheiro para honrar os compromissos.

-Temos menos de um mês para confecção de fantasias, desenvolvimento de alegorias e toda a logística que os diretores das escolas mirins necessitam para apresentarem um carnaval minimamente digno. Essa falta de interesse por parte do poder público nos prejudica e principalmente às crianças e jovens que integram as escolas – disse.

 O carnaval mirim apesar de todo cunho socioeducativo e importância para cerca de 40 mil crianças e jovens com idade entre 05 e 18 anos do Rio de Janeiro e Região Metropolitana, pois para a maioria é a única maneira de participarem de algum movimento cultural em suas comunidades de origem, sempre foi vista como secundária por políticos e dirigentes de outras entidades carnavalescas e representantes das grandes escolas de samba do carnaval carioca. Prova disso é o local onde dez escolas desenvolvem suas alegorias, um terreno no bairro do Catumbi próximo à Praça da Apoteose e ao lado do Túnel Martins Afonso de Sá. Trata-se de um terreno sob o Viaduto 31 de Março, sem iluminação, água e esgoto. O local é insalubre e mesmo assim ali são construídos os carros alegóricos que a criançada desfila no Maior Palco a céu aberto do planeta.

Apesar do descaso os dirigentes garantem que as dificuldades não serão impecílio para os desfiles da garotada, embora cerca de 50 por cento das crianças, aproximadamente 25 mil crianças deixarão de participar da festa desfilando pela escassez de recursos.

-Estamos trabalhando com muito amor e empenho, mas não poderemos garantir a totalidade de nosso público o direito de participarem diretamente da festa desfilando porque o corte na verba que já era insuficiente ficou pior – declarou Écio Bianchi, diretor financeiro da AESM-Rio.

Com todas as adversidades a direção da Associação garante que o acesso aos setores de arquibancadas serão gratuitos e os desfiles começando pontualmente às 18h e terminando às 02h e convoca o público a prestigiar as 16 escolas que encerrarão a grande festa na Marquês de Sapucaí.

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