Home MÚSICA Opinião: Disco de personalidade e peso, e bateria marcante. Conheça o Corona Nimbus!

Opinião: Disco de personalidade e peso, e bateria marcante. Conheça o Corona Nimbus!

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Em seu primeiro disco autointitulado Corona Nimbus a banda de Teresina-PI, traz muito mais que boa música; são onze faixas de puro rock, metal, música alternativa e nuances de ritmos regionais e brasileiros, abordando a dualidade, o bem e o mal, a dádiva de se estar vivo, produzindo e se renovando a cada novo ciclo. O disco de inéditas acaba de ser lançado em todas as plataformas de streaming via Electric Funeral Records.

Confira aqui o full album “Corona Nimbus” CLIQUE AQUI

Corona Nimbus se materializa nas personalidades de Júlio Baros e Júnior Vieira que mostram em suas músicas a que vieram e que sabem bem o que estão fazendo.

A capa do álbum foi feita por Wildner Lima, ilustrador freelancer brasileiro, que iniciou sua carreira desenhando pôsteres para as bandas locais de sua cidade e trabalhando com ilustrações publicitárias, o que abriu algumas portas interessantes para sua mente criativa. Hoje, além de diretor de publicidade, o artista de 30 anos cria seu estilo, tendendo a ser surrealista, mágico e lisérgico, misturando temas escuros com pintura colorida.

A convite da banda, Erick Miranda Gomes, publicitário, diretor, historiador e crítico musical, disseca o full album do Corona Nimbus e dá sua opinião sobre o grupo que lançou um dos melhores discos da cena alternativa de 2019.

OPINIÃO: CORONA NIMBUS.

Uma selva escura e tensa é invadida por um riff certeiro e uma bateria marcante. O ar fica pesado. A letra enigmática de “Cosmic Flow” é como um loop que abre as portas da nossa própria escuridão, seguida de uma vinheta que nos remete aos nossos sonhos mais misteriosos.

Por todo o disco, o Corona Nibus destila riffs fortes e pesados que você quase consegue senti-los empurrando o ar contra você. A tensão se espalha por todo o disco. Em “Lights Outs” uma sombra densa cobre parte dos vocais e contrasta com uma voz mais limpa no refrão, numa construção intricada que flui bem, apesar da sua estrutura inusitada. As vinhetas, como “Clash Of Titans”, parecem cheias de sangue e desespero, de uma fuga vazia e sem chance de encontrar uma saída para tal pesadelo.

Em muitos momentos a guitarra acerta climas calmos, os deixando cheios de tensão. “The Fallen” aparece como uma viagem perturbadora: a alma de um homem perturbado que no final encontra sua própria redenção em vocais cheios de influencia gótica que ressoam no eco vazio da própria vida do confuso personagem que ela representa.

O Corona Nimbus constrói um disco denso e enigmático que caminha tranquilamente pelo peso dos anos noventa, com pegadas de metal que dão a ele uma identidade própria, cheio de personalidade, com vinhetas com climas paranóicos que adentram a escuridão da noite em uma selva que parece esconder lobos, leões, espíritos indígenas e o mistério feminino nos voos guardados na “Flying Lamp”, que são os elementos presentes na capa do disco e que dão o tom misterioso do disco que ela ilustra.

Texto por Erick Miranda Gomes.

Confira o clipe de “Lights Out”

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