Home CULTURA Diversos Eduardo Arauju fala sobre o Concurso Puls Size do Brasil

Eduardo Arauju fala sobre o Concurso Puls Size do Brasil

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Eduardo Arauju é professor de modelos e manequins e produtor , tem uma trajetória marcada pela coragem e ousadia. Realizador do primeiro concurso Miss Plus Size Carioca Oficial no Rio de Janeiro, em 2010, Araúju está sempre envolvido em iniciativas que elevem a autoestima de quem foge aos padrões de beleza ditados pela moda. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, vem contribuindo para que entrem na moda outros padrões de beleza feminina. Segundo Arauju, seus concursos mostram que para ser bela não depende de idade ou peso.

1 – Como surgiu a idéia de produzir o primeiro concurso? 

Na época, em 2010, eu conheci a história da Flúvia Lacerda e eu fiquei apaixonado pela história dela, uma mulher gorda que foi descoberta nos EUA e se tornou modelo. Ela fez muito sucesso e como eu já trabalhava com inclusão, transformando senhoras em misses, quando eu fiz o Miss Maturidade Jacarepaguá resolvi fazer um Miss Plus Size, só que eu nunca imaginei que isso iria crescer. Nesse mesmo período, uma militante da causa, Renata Poskus, que é de São Paulo, também fazia um trabalho maravilhoso. Vendo o trabalho dela e da Flúvia , me inspirei e comecei a fazer esse evento com nove candidatas. No ano seguinte foi um boom. Teve 50 concorrentes e eu contei com a presença da Renata entre os jurados.

2 – Quais as maiores dificuldades para a realização do concurso?

Não existe dificuldade maior do que falta de verba, falta de patrocinadores e falta de pessoas que invistam no segmento. É necessário entender que temos uma população de 58% de pessoas que estão acima do peso. Qualquer coisa que movimente esse mercado vai ajudar a crescer. Mas ressalto que esse crescimento não se trata de uma apologia à obesidade, mas sim relacionado à oportunidade de inclusão.

3Em algumas situações essas candidatas podem influenciar positivamente a vida de  outras mulheres .Você tem idéia do alcance disso?

Sim, tenho ideia. Até porque vejo isso crescer a cada dia mais dentro do segmento e do mercado. Como precursor, eu me sinto lisonjeado porque meu concurso é segmentado por muitas pessoas. Tem gente séria que também trabalha com isso e outras não, como em qualquer outro trabalho. Mas eu me sinto feliz em saber que há gente que consiga fazê-las felizes e ao mesmo tempo dar visibilidade para elas. Antes elas eram invisíveis e eram excluídas pelo preconceito, que não terminou. Mas atualmente existe um entendimento maior e um olhar mais atento em relação a essa situação.

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