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Bairro carioca protagoniza clipe de Alexandre Marzullo

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Faixa integra EP “Primeiro Oceano”, lançado em 2019

Entre boêmia e decadente, Copacabana surge noturna e soturna no novo clipe do violonista Alexandre Marzullo. O artista carioca complementa a videografia de seu EP de estreia, “Primeiro Oceano”, com um vídeo dedicado a “Elegia Para Copacabana”, a única com letra entre as cinco faixas. Lançado pelo selo Dubas em 2019, o álbum já está disponível para streaming nas plataformas de música.

Assista a “Elegia Para Copacabana”:

Ouça “Primeiro Oceano”: http://smarturl.it/PrimeiroOceanoEP

O clipe dirigido por Davi Bernard se une aos vídeos para “Opa, Bom Dia” e para a faixa-título em uma série de lançamentos que farão de “Primeiro Oceano” um álbum visual. Embora primordialmente instrumental, o trabalho se utiliza de texturas atmosféricas para criar seu escopo imagético, amplamente influenciado por inspirações variadas – da bossa ao folk, passando por música ambiente e jazz japoneses.

“Elegia Para Copacabana” se destaca em meio a essas linguagens plurais por ser, como o próprio nome diz, um poema. Não no estilo fúnebre, como se imagina, mas fazendo uma reflexão sobre a cidade enquanto organismo vivo e pulsante. O registro foi realizado ao longo da Rua Duvivier e traz um elemento noturno e delirante ainda não explorado visualmente no trabalho do violonista. A influência veio de diretores e videoartistas como Jairo Ferreira, Brakhage e John Cassavettes.

“Copacabana é uma presença muito grande em meu trabalho e na minha vida, na minha poética. Seja pela sua pluralidade, seja pela sua história ou ainda pela sua boêmia decadente. Na verdade, apesar do título da música falar de uma elegia, a faixa funciona muito mais uma ode reversa – talvez uma ode perversa! – a essa misteriosa ‘entidade’ chamada Copacabana. A melhor forma de trazê-la para o clipe seria improvisando junto com a cidade, aproveitando suas luzes e ritmos e se adaptando aos seus caprichos. Por isso, o clipe pode ser visto como uma espécie de valsa mórbida entre Copacabana e eu”, reflete Alexandre Marzullo.

Assista ao clipe “Primeiro Oceano”

O EP “Primeiro Oceano” foi pensado para representar o início de uma travessia pessoal, de um desbravamento de horizontes. A temática da busca guiou todo o desenvolvimento do trabalho, motivado por uma vontade de libertação e um sentido de poesia. Sem restrições de rótulos ou gêneros, Marzullo constrói uma intrínseca narrativa. O compositor busca nas raízes da história brasileira um caminho para compreender o que nos trouxe até aqui.

Músico autodidata, Alexandre tem formação em pintura e um curso inacabado de Artes Visuais pela UERJ. A partir de 2016 ele colocou em prática a vontade de se dedicar profissionalmente à música. Ela ganhou forma no evento mensal Conversa Acústica, que somava apresentações musicais e poéticas, seguidas de bate-papos mediados sobre processo criativo entre artistas e público.

Reunindo uma experiência que passou também por trilhas de peças e curtas universitários, Marzullo passou a trabalhar em “Primeiro Oceano” no ano seguinte. Após a gravação dos violões, foram empregadas diversas técnicas de estúdio e experimentações sonoras, buscando criar uma atmosfera própria para cada música.

O projeto foi gravado no estúdio Espaço Ipiranga, no Rio de Janeiro. A produção musical foi do próprio Alexandre Marzullo, com supervisão, mixagem e masterização de Leandro Dias. Alexandre agora entrará em turnê para divulgar o projeto. O próximo show acontece justamente no Sesc Copacabana, em 19/11. Outras datas serão anunciadas em breve.

Ficha técnica

Composição, arranjo e execução por Alexandre Marzullo (violão, baixo, teclado, FX e voz)

produzido por Alexandre Marzullo

mixado e masterizado por Leandro Dias no estúdio Espaço Ipiranga, Rio de Janeiro

Clipe filmado em outubro de 2019,  produzido pela Angkor Angu. Video: Davi Bernard.

Letra

Em Copacabana

A noite das águas não espera por você

Minha amante na cama, jaz

Desguarnecida

Fantasmas insones pensando poesia

A frase burilada está perdida

As avenidas, feito berro

Além dos montes que te esquecem

A dádiva que trago e desperdiço

Na areia

Café requentado para jovens poetas

Minha amante pelas ruas

Teu cheiro liberta

Cascalho nas unhas: me beija

Me beije

Fantasmas insones pensando poesia

Fantasmas insones pensando poesia

Amanhã tu e eu seremos

Outro dia

Foto: Davi Bernard

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