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Parceria de Valtinho Botafogo é bicampeã na Portela

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A parceria liderada por Valtinho Botafogo faturou o bicampeonato na disputa da Portela para o Carnaval 2020, quando a escola apresentará o enredo “Guajupiá, Terra Sem Males”. Após uma final de altíssimo nível, o samba campeão foi anunciado pelo intérprete Gilsinho por volta das 6h deste sábado (12), para o delírio da multidão que ainda lotava a quadra, em Madureira.

A composição vencedora leva, também, as assinaturas de Rogério Lobo, Beto Aquino, José Carlos, Zé Miranda, Pecê Ribeiro, D´Sousa e Araguaci. Pouco depois do anúncio do hino oficial, a comunidade e os segmentos comemoraram com um pequeno desfile na Rua Clara Nunes, onde fica a sede da maior campeã do carnaval.

“Todos os finalistas merecem nota dez, mas o samba campeão pegou na veia. A comunidade fez valer a vontade dela. Posso dizer que a Portela tem um grande samba para disputar o título. Parabéns a todos os compositores”, exaltou o presidente Luis Carlos Magalhães.

Atual líder do ranking da Liesa, a Portela será a sétima escola a desfilar na Sapucaí, no domingo de Carnaval. O enredo vai abordar a ancestralidade indígena dos cariocas e a cultura das tribos que habitavam a cidade do Rio antes da chegada dos portugueses.

Outro momento importante do evento foi a inauguração da nova águia, símbolo da escola, que ficará no alto da fachada da quadra. A escultura tem 5 metros de altura e foi produzida no barracão da agremiação.

Confira a letra do samba da Portela para 2020

Enredo: Guajupiá, Terra Sem Males
Autores do samba: Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro, D´Sousa e Araguaci

Clamei aos céus
A chama da maldade apagou
E num dilúvio a Terra ele banhou
Lavando as mazelas com perdão
Fim da escuridão
Já não existe a ira de Monã
No ventre há vida, novo amanhã
Irim Magé já pode ser feliz
Transforma a dor na alegria de poder mudar o mundo
Mairamuãna tem a chave do futuro
Pra nossa tribo lutar e cantar

Auê, auê a voz da mata, okê okê arô
Se Guanabara é resistência
O índio é arco, é flecha, é essência

Ao proteger Karioka
Reúno a maloca na beira da rede
Cauim pra festejar… purificar
Borduna, tacape e ajaré
Índio pede paz, mas é de guerra
Nossa aldeia é sem partido ou facção
Não tem bispo, nem se curva a capitão
Quando a vida nos ensina
Não devemos mais errar
Com a ira de Monã
Aprendi a respeitar a natureza, o bem viver
Pro imenso azul do céu
Nunca mais escurecer (bis)

Índio é tupinambá
Índio tem alma guerreira
Hoje meu Guajupiá é Madureira
Voa águia na floresta
Salve o samba, salve ela
Índio é dono desse chão
Índio é filho da Portela

Fotos: Leo Cordeiro

 

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