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Carlos Trilha faz o seu Concerto Nº 1 no Clube Manouche

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No comando de um cockpit de 14 sintetizadores, Trilha incluirá releituras retro-futuristas de temas de Villa-Lobos, Jean Michel Jarre e Carlos Gomes, entre outros Carlos Trilha apresenta aos cariocas o show do álbum “Moogbeat – Nação Zumbi para minimoog”, que reúne clássicos da banda pernambucana decodificadas para a linguagem da síntese analógica numa imersiva, orgânica e vibrante performance musical eletrônica.

Trilha vai misturar essas releituras de clássicos da Nação Zumbi, composições próprias e versões retro-futuristas de Vangelis, Heitor Villa-Lobos, Jean Michel Jarre, Carlos Gomes e Kraftwerk nesse show, batizado como “Concerto Nº1 para Sintetizadores”. Será na quinta, 13 de junho, às 21h, no Clube Manouche, que fica no subsolo da Casa Camolese, no Jardim Botânico. Ingressos a R$ 30.

Ao vivo, todos os sons são criados em primeira geração, a partir de instrumentos históricos, conferindo ao concerto uma releitura impactante da sonoridade clássica da música eletrônica. Em cena, se ouve (e vê!) 14 sintetizadores, sequencers e drum machines analógicos da década de 70 e início dos anos 80, com projeções de imagens também geradas em tempo real e sincronizadas através de um software desenvolvido especialmente para a performance.

Ao idealizar o álbum, Trilha pensou em surpreender os seus amigos da Nação, com os quais atua na banda Los Sebozos Postizos, focada no repertório do Jorge Ben. A Nação Zumbi recebeu a homenagem com alegria.

“Este disco resgata os tempos áureos do minimoog no Brasil com a mesma importância dos álbuns lançados pelo grande Walter Carlos entre o final dos anos 60 e os anos 80. O meu amigo Carlos Trilha remonta esse quebra cabeça com maestria e a sensibilidade de quem enxerga o possível e eficaz diálogo entre a raiz africana da Nação Zumbi e esse instrumento, com sonoridade atemporal e possibilidades infinitas. Ao ouvir em primeira mão a versão de ‘Meu maracatu pesa uma tonelada’, me senti dentro da trilha sonora de ‘Laranja Mecânica’. Eis um álbum pra ficar nos ouvidos de quem é fã da Nação Zumbi e de quem simplesmente aprecia o novo”, celebra Pupillo, que foi baterista da banda por 22 anos, desde a sua fundação.

Carlos Trilha trabalhou dois meses em silêncio, sintetizando e tocando, apenas no minimoog, o som de cada instrumento do clássico “Meu maracatu pesa uma tonelada” (Jorge du Peixe e Nação Zumbi), uma das músicas que melhor representam o movimento manguebeat. “Submergi na música. Foi um processo quase hipnótico”, brinca o artista. O resultado sonoro dessa primeira tradução eletromagnética superou as expectativas do músico e encantou todos que a escutaram. Daí para o disco foi um pulo, ou quase: o disco ficou pronto após mais um ano de trabalho artesanal.

Além da supracitada “Meu maracatu pesa uma tonelada”, o álbum traz faixas como “Futura” e “Blunt of Judah” (Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Dengue e Pupillo), mais “Quando a maré encher” (Fábio Trumer, Roger Man e Bernardo Chopinho), a linda “Prato de flores” (Du Peixe, Maia, Dengue, Pupillo e Toca Ogan), “Hoje, amanhã e depois” (os cinco compositores da anterior mais Gilmar Bolla 8). Todas recriadas utilizando como gerador de todos os sons – tanto os percussivos quanto os harmônicos – apenas o emblemático instrumento que fez história nos anos 1970.

Serviço 

Carlos Trilha em Concerto nº 1 para Sintetizadores

13 de junho, quinta, a partir das 21h
Clube Manouche (subsolo da Casa Camolese) – Rua Jardim Botânico, 983, no Jardim Botânico.  Tel: (21) 3514.8200
R$ 60 (inteira) e R$ 40 (ingresso solidário, com 1kg de alimento não perecível e R$ 30 (meia entrada)
Classificação etária: 18 anos. Estacionamento no local (tarifado) e vendas pelo  www.eventim.com.br

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