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Centro de Artes Calouste Gulbenkian recebe bambas em abertura de exposição em homenagem aos 70 anos da Beija-for

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A abertura da exposição “70 anos Beija-flor de sambas, enredos, memórias e comunidade” recebeu diversos bambas durante a noite desta segunda-feira, no Centro de Artes Calouste Gulbenkien. Através de fotos, áudios e esculturas, a mostra apresenta a devoção de toda uma comunidade, as transformações estéticas que marcaram o Carnaval carioca, as matriarcas, a passista, a porta-bandeira e o intérprete símbolos da agremiação. A exposição, patrocinada pela Prefeitura do Rio, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, pode ser vista até 22 de março.

“Estamos transformando o Calouste em um centro de referência sobre carnaval e esta exposição é o primeiro grande projeto nesta direção. A mostra valoriza a história dos sambistas e de uma comunidade aguerrida que transformaram a Beija-Flor em uma das maiores escolas do nosso carnaval, a mais representativa manifestação cultural do Rio”, afirma Nilcemar Nogueira, secretária municipal de cultura do Rio.

Entre os homenageados, a porta-bandeira da escola Selminha Sorriso, que esteve no local celebrando o crescimento da agremiação nessas sete décadas: “Estou muito feliz porque a história da minha escola foi resgatada e está protegida. É importante preservar a história das escolas de samba. Somos um povo sofrido, que superou muitos obstáculos e está aqui hoje. Isso é mágico”, disse Selminha.
Marcaram presença no evento, os intérpretes Neguinho da Beija-Flor e Gilson Bacana, o mestre-sala Claudinho, o jornalista e sambista Haroldo Costa e um dos fundadores do bloco Beija-Flor, em 1948, Helles Ferreira.

A história da Azul e Branco de Nilópolis será contada através de mais de 200 itens, entre cadernos de enredos, fotos, esculturas, troféus, medalhas e antigos sambas de exaltação desconhecidos do grande público. O acervo passeia pela história da “Deusa da Passarela” desde o surgimento como bloco, em 25 de dezembro de 1948, passando pelo primeiro desfile como escola de samba, em 1954, até a transformação em potência dos desfiles na Marquês de Sapucaí. Atual campeã do carnaval carioca, a Beija-Flor possui 14 títulos e é a terceira maior vencedora, atrás apenas de Portela e Mangueira.

“É uma honra apresentar essa história que transformou muitas vidas e produziu muita cultura com criatividade e fazendo revolução. Está tudo contemplado na exposição de forma poética e acho que a comunidade vai se reconhecer”, afirma Wagner Gonçalves que assina a curadoria da exposição com Marcelo Campos.

Enredos que marcaram época, entre eles “A criação do Mundo na Tradição Nagô”, “A grande constelação das estrelas negras” e “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia” são revisitados. Joãosinho Trinta, que a partir dos anos 1970 revolucionou a estética da escola e do carnaval brasileiro, ganha destaque em fotos e objetos. São também homenageados outros importantes carnavalescos da trajetória da Beija-Flor, caso de Milton Cunha, Alexandre Louzada, Rosa Magalhães e Maria Augusta.

Serviço:
Exposição “70 anos Beija-flor de sambas, enredos, memórias e comunidade”
Local: Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Endereço: Rua Benedito Hipólito, 125, Centro
Data: 22 de janeiro a 22 de março de 2019. Segunda a sábado, das 9h às 17h.
Entrada Gratuita

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