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Carne de porco saiba tudo o que é mito e verdade

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Em uma entrevista exclusiva para o Jornal o Quatro André Mauricio Buzato, Médico Veterinário especializado em sanidade suína e Gerente Técnico no Brasil da Vetoquinol (laboratório Francês de saúde animal), desvenda todos os mitos e verdade sobre a carne suína, seu consumo e ciclo de produção.

A carne suína teve uma mudança de perfil e essa mudança vem de um melhoramento genético da raça, trabalhamos a linhagem de fêmea para que produza uma habilidade materna, que tenha mais leite e filhotes, já do macho procuramos os ganhos zootécnicos e transmitir essa qualidade para o leitão.

Com essa evolução genética e nutricional, temos uma fonte de proteínas adequada que atende nossas necessidades tranquilamente, nos países desenvolvidos o consumo da carne suína é muito maior que no Brasil. Segundo pesquisas, o brasileiro não consome mais de 14 kg de porco in natura,que vem a ser aquela carne comprada no mercado ou açougue, entretanto o consumimos muita carne suína nos embutidos, como salame italiano, presunto, salsichas e salsichões entre tantos outros e esses produtos não preservam os benefícios que a carne possui.

Hoje a carne suína chega próximo de uma carne branca, se pegarmos um corte de lombo suíno e um peito de frango, você vai ver que é uma carne leve e não é indigesta, além do preparo ser rápido.

O ciclo do porco hoje do nascimento até o abate é de 150 a 170 dias de vida, é muito rápido, antigamente demorava até um ano para você engordar um suino. Ele nasce, com 21 dias é desmamado, vai para uma creche onde fica uns 40 dias lá o leitão vai de 7kg a 22kg, depois ele vai dos 22kg até os 115kg, quando é abatido.

Primeiro mito:  A gordura animal faz mal?

Não, a gordura animal, especificamente a banha do suíno, tem uma composição de lipídios que faz bem a saúde, comparado ao óleo vegetal, isso dentro de uma dieta.

Segundo mito: O porto é muito gorduroso?

Não, a suinocultura sofreu uma evolução genética e nutricional, esse animal saiu de um suíno banha nas décadas de 60 e 70 para um suíno carne dos dias de hoje, portanto a questão composição da carne suína, que hoje pode estar dentro da sua dieta diária, vai te fornecer vitaminas, minerais, aminoácidos essenciais que você só encontra através de um fonte de proteína.

Terceiro mito: A carne de porco transmite doenças?

A questão das doenças, existia porque antigamente a carne era armazenada na banha, e não tinha os recursos que temos hoje. O melhoramento genético, o avanço dos laboratórios na prevenção, os cuidados com vacina e as normas que são seguidas rigorosamente para evitar doenças fazem com que esse risco hoje inexista. É um conjunto de fatores que faz com que o bem estar do animal gere qualidade na carne. Para que tenhamos uma idéia o porco criado em granjas para fins industriais tem um nível de higiene tal que o controle para entrada de pessoas nessas áreas é muito restrito. Havia um medo muito grande de contrair a Tênia, esse risco acontecia quando o animal era criado solto, e quando o suíno tinha contato com as fezes do homem. Hoje pode-se dizer que isso é praticamente impossível por causa das exigências sanitárias na criação do suíno.

Quarto mito: A carne de porco possui hormônios?

Não existe nenhum aditivo que o Brasil utiliza hoje que é proibido, quando o porco precisa de um antibiótico ou antinflamatório, existe um período de carência,  é respeitado o período da medicação no organismo, por isso que existe uma carência, para não haver resíduo na carne, tanto é que o Brasil é o quarto maior exportador de carne suína.

Existem várias granjas comerciais ou núcleos onde os animais são separados e destinados para aproveitamento genético e reprodução. Hoje 95% da reprodução na suinocultura é por inseminação artificial, a fêmea recebe o sêmen de um reprodutor de alta performance, esse processo evoluiu muito. Antigamente o produtor tinha que comprar um macho que custava em torno de 15 mil reais e corria todos os riscos com a criação e manutenção do mesmo, hoje você compra uma dose de sêmen por R$15,00 e tem todo o aproveitamento possível. A Central de Difusão Genética faz um mapeamento do sêmen retirado e este é melhorado, são retirados genes que não são bons, por exemplo o do stress, o suíno se estressa muito e através de pesquisas esse gene foi retirado para que isso não prejudique a carne

Respeitamos muito as pessoas que não querem comer carne, mas existem muitas informações que não são verdadeiras, todo o melhoramento é feito com muitas pesquisas e estudos. As pessoas tem que ter cuidado com as informações que são disseminadas sem comprovação.

Expointer – Esteio – RS Foto: Márcio Cassol (30/08/18)
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